sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NA ERA VIRTUAL




Texto apresentado na UFGD durante o XIII Ciclo de Literatura e Seminário Internacional "As Letras em Tempo de Pós" por Quelciane Marucci. A autora discorre sobre a publicação de e-books, tratando de algumas publicações de ficção científica nesse formato.


Para acessar o texto clique aqui:


Valeu, Quelci!






quarta-feira, 7 de outubro de 2009

The Butterfly Effect - Chaos theory



O simples vôo de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo?

EFEITO BORBOLETA
Evan (Ashton Kutcher) é um jovem que luta para esquecer fatos de sua infância. Para tanto, ele decide realizar uma regressão onde volta também fisicamente ao seu corpo de criança, tendo condições de alterar seu próprio passado. Porém ao tentar consertar seus antigos problemas ele termina por criar novos, já que toda mudança que realiza gera consequências em seu futuro.



Nossa dica de filme sci-fi desta semana traz um tema bastante atraente para ser pesquisado: A teoria do caos. *Essa teoria estabelece que uma pequena mudança ocorrida no início de um evento qualquer pode ter conseqüências desconhecidas no futuro. Isto é, se você realizar uma ação nesse exato momento, essa terá um resultado amanhã, embora desconhecido. O meteorologista norte-americano Edward Lorenz descobriu, no início da década de 1960, que acontecimentos simples tinham um comportamento tão desordenado quanto à vida. Ele chegou a essa conclusão após testar um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar.

Em busca de uma resposta Lorenz teclou um dos números que alimentavam os cálculos da máquina com algumas casas decimais a menos, na expectativa de que o resultado tivesse poucas mudanças. No entanto, a pequena alteração transformou completamente o padrão das massas de ar. Segundo ele seria como se o bater das asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas. Fundamentado em seus estudos, ele formulou equações que demonstravam o “efeito borboleta”. Origina-se assim a Teoria do Caos. Alguns cientistas concluíram também que a mesma imprevisibilidade aparecia em quase tudo, do número de vezes que o olho pisca até a cotação da Bolsa de Valores. Para reforçar essa teoria, na década de 1970 o matemático polonês Benoit Mandelbrot notou que as equações de Lorenz coincidiram com as que ele próprio havia feito quando desenvolveu os fractais (figuras geradas a partir de fórmulas que retratam matematicamente a geometria da natureza, como o relevo do colo, etc.). A junção do experimento de Lorenz com a matemática de Mandelbrot indica que a Teoria do Caos está na essência de tudo, dando forma ao universo.

*Esse trecho foi retirado do site http://www.brasilescola.com/fisica/teoria-caos.htm e serve como uma introdução para quem se interessar em pesquisar a fundo essa teoria.



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Capital Inicial Aborto Elétrico - Ficção Científica


A música é muito boa!

PARTICIPE DE NOSSO E-BOOK! PUBLIQUE TEU CONTO!


O projeto NECC - e-ficciones visa a publicação de contos de ficção científica em formato de e-books. Nossa chamada é permanente. Assim, você pode participar enviando teu conto. Acesse os links abaixo para ler o convite e o regulamento para você submeter teu conto para publicação. Estaremos te esperando.
Abraços!

Convite/chamada - versão em português
Regulamento - versão em português
Invitación - versión en español
Reglamento - versión en español
Invitation - english version
Regulation - english version

sábado, 3 de outubro de 2009

Websérie 2012 Onda Zero


Alice no país das maravilhas da ficção científica!
Alice seguiu o coelho branco no Twitter e acabou conhecendo a Websérie 2012 Onda Zero.

Segue o endereço da série: http://www.2012ondazero.com.br/index.asp

Sinopse
Perturbado com os últimos eventos bizarros acontecidos em sua vida, o jovem JP pode estar à beira de um colapso. Visões, pressentimentos estranhos, paranóia, pânico. A constante sensação de que, a qualquer momento, poderá cair num abismo existencial e de que o mundo está prestes a ser destruído, são pensamentos que martelam a mente de JP. O que ele não sabe é que pode estar sendo observado de perto. Temendo que a realidade se desfaça a sua frente, JP se afasta da família, dos amigos, do trabalho e de sua namorada Wanessa. Mas seu maior medo se torna real quando ele é levado a encarar um mundo completamente destruído e um observador tão sinistro quanto o pesadelo real em que ele está perdido.

Valeu pela dica, Alice!
Ah... manda um abraço pro Chapeleiro Louco e avisa que a Rainha de Copas mandou cortar a cabeça do Gato de Cheshire porque ele quebrou o narguilé da Lagarta azul e jogou a culpa na Lebre Maluca...

FICÇÃO CIENTÍFICA, AUTO-AJUDA & CIA


Para adquirir o livro, basta procurar a sede do NECC na UFMS ou escreva para necceficciones@gmail.com ou z.montalvao@gmail.com
NOLASCO, Edgar Cézar; LONDERO, Rodolfo Rorato (org.). Literaturas invisíveis: ficção científica, auto-ajuda & cia. Campo Grande: Editora UFMS, 2009.
Após uma bem-sucedida “volta ao mundo da ficção científica” – título que emprestamos da pioneira coletânea brasileira de artigos acadêmicos sobre ficção científica, organizada por nós e também lançada pela Editora UFMS (2007) –, descobrimos outros mundos não-cartografados, invisíveis para os mapas da literatura. Aliás, um companheiro de viagem, Fábio Fernandes, constatou a existência de “invisíveis culturais” que, agora sabemos, não se restringem ao universo da ficção científica brasileira. Pois é justamente sobre esses “invisíveis culturais” que discutiremos ao longo deste livro.
Nossa proposta é investigar algumas literaturas que nem mesmo se configuram como marginalizadas, pois são praticamente invisíveis aos olhos dos estudos literários e/ou do mercado. Curiosamente, essas literaturas são reconhecidas por públicos específicos, mas nem por isso são estudadas devidamente, criando uma legião de leitores invisíveis. É o caso das obras de Paulo Coelho, best sellers rotulados como auto-ajuda e ignorados pelos estudos literários. Outro exemplo mais crônico é a ficção científica brasileira: duplamente invisível devido à cegueira dos estudos literários e do mercado, sobrevivendo através de movimentos subterrâneos (publicações artesanais, comunidades virtuais, etc.). Esses dois casos, como outros semelhantes (literatura de terror, de fantasia, fan fiction, etc.), contestam às definições canônicas de literatura, propondo uma visão ou virada dos fenômenos culturais. Mas sendo a invisibilidade dessas literaturas não apenas uma qualidade negativa, ressaltaremos também a positividade dessa condição, pois, enquanto não-observadas pela corrente principal dos estudos literários e/ou do mercado, essas literaturas apresentam-se, por excelência, como lugares de experimentações culturais e políticas.
Em Declínio da Literatura/Ascensão da cultura: o intelectual pop-star cult Paulo Coelho, Edgar Cézar Nolasco discute a inter-relação existente entre a literatura de Paulo Coelho, o mercado e o consumo, bem como o papel de intelectual pop-star cult que ele representa. Para revisar as obras críticas sobre a literatura abordada, Nolasco destaca a relatividade que envolve as noções de “altas e baixas literaturas” e, a partir daí, frisa a distração dos críticos ao não perceberem a oscilação de uma obra dentro do campo cultural.
Sayonara Amaral, em Na transversal das cotações: notas sobre a recepção de Paulo Coelho, ilumina a “legião de leitores invisíveis” que nos referimos anteriormente. A partir de depoimentos de leitores de Paulo Coelho, postados na página eletrônica do escritor na Internet, a autora aborda a recepção como uma prática de produções de sentidos e de julgamentos de valor que, na contemporaneidade, extrapolam e contrariam o conceito de literatura ainda hegemônico em algumas esferas da crítica literária.
Também sobre Paulo Coelho é o artigo de Vânia Correia Cafeo, À margem da academia, no centro do sucesso: uma receita à moda Paulo Coelho. Ao invés de debater especificamente a crítica e a recepção do autor em questão, como fizeram os artigos anteriores, Cafeo concentra-se na carreia literária de Paulo Coelho, desde as estratégias de divulgação até as autopromoções, e como ela influi na constituição do lugar do autor.
Uma das autopromoções realizada por Paulo Coelho é justamente a imagem de “bruxo” ou de “mago”, calcada nas origens da contracultura. Este tema é abordado por Eusvaldo Rocha Neto em Leitura e contracultura em Paulo Coelho. O autor também destaca a recepção positiva dessa “espiritualidade” que identifica as obras de Paulo Coelho, pois nelas os leitores percebem “[...] a construção de formas alternativas de espiritualidade alicerçadas em religiosidades que foram marginalizadas e reprimidas com violência pelo Ocidente branco e cristão (o paganismo europeu, a magia e o mistério dos ciganos, etc.)”.
Na contramão da proposta de Rocha Neto, mas igualmente valiosa, é a contribuição de Pablo Lemos Berned, em Conjecturas sobre o fenômeno Paulo Coelho: os limites do “objeto” dos estudos literários. Após passar em revista vários conceitos estabelecidos (literatura, valor, etc.) que constantemente impedem a abordagem da obra de Paulo Coelho, Berned nos pergunta se não “[...] existiria alguma consonância entre os valores veiculados na obra e as exigências atuais do mercado? [...] Portanto, o valor do mágico, do religioso e do simbólico não estariam sendo modificados, ao serem ratificados nessa obra, como veiculadores do sistema capitalista?”.
De um invisível cultural para outro, chegamos à ficção científica. Em Nem universal, nem específico: o afetivo na ficção cyberpunk latino-americana, Rodolfo Rorato Londero propõe o “afetivo”, bem como sua condição híbrida, enquanto categoria mais adequada para refletirmos sobre a recepção latino-americana da ficção cyberpunk, subgênero da ficção científica surgido originalmente no contexto norte-americano surgido dos anos 1980.
Em A invisibilidade do deus: a ficção científica e o mito cosmogônico em Solaris, de Stanislaw Lem, Biagio D’Angelo ocupa-se em investigar a posição que reveste a literatura de ficção científica, gênero quase sempre considerado marginal, menor e pouco erudito. Para o autor, longe de ser um mero produtor de entretenimento burguês, o escritor de ficção científica se disfarça de filósofo, e Stanislaw Lem é o grande exemplo oferecido pelo artigo.
É no encontro entre ficção científica e gêneros próximos, como terror e fantasia, que Jean-Marc Lofficier desenvolve seu estudo sobre o motivo da morte. Em A margem incerta: a temática da morte no fantástico popular contemporâneo, o autor esquadrinha, nas mais variadas mídias (literatura, cinema, televisão, quadrinhos, etc.), três tipos de manifestações da morte: força (imortalidade, reencarnação e ressurreição), lugar (territórios e seus exploradores) e entidade (representações tradicionais e modernas). Uma profusão de exemplos domina o artigo, criando uma verdadeira antologia paralela do tema abordado.
Compreendendo a ficção científica como um meio de materializar e popularizar idéias ainda não esclarecidas pela sociedade, Luis Pestarini mostra como o gênero avalia, por exemplo, a seqüência de transformações e inovações acerca das noções de espaço e distância. Para tanto, em Da lua ao ciberespaço: a ficção científica como reflexo da mudança cultural, o autor realmente atende o percurso anunciado no título, indo de Júlio Verne a William Gibson, sem esquecer autores paralelos (Robert H. Wilson, Daniel F. Galouye, etc.) e conceitos análogos (hiperespaço, realidade virtual, etc.).
Ao aproximar uma tendência recente na historiografia, a História Contrafactual, e um subgênero da ficção científica, a História Alternativa, Ana Cristina Campos Rodrigues procura compreender as possíveis relações entre discurso científico e ficcional. Em Histórias do possível: ensaio sobre a possível relação entre a Ucronia e a Historiografia, a autora não pretende esgotar o assunto, mas fazer uma breve introdução ao gênero, indicando várias obras que o circundam.
Para abordar aquele gênero duplamente invisível que indicamos no início desta apresentação, Alice Signorini Feldens provoca uma reflexão sobre a situação da ficção científica produzida no Brasil. Além de traçar uma retrospectiva do gênero no país, Ficção científica brasileira: um gênero duplamente invisível propõe algumas considerações para a atualidade e o futuro da ficção científica.
Arnaldo Pinheiro Mont’Alvão Júnior envereda pelo árduo caminho de definir a ficção científica, mas não sem a ajuda de três críticos contemporâneos brasileiros: Roberto de Sousa Causo, Braulio Tavares e Fábio Fernandes. Na verdade, em Mas afinal, o que é ficção científica?: algumas (in)definições da crítica brasileira, Mont’Alvão Júnior levanta um minucioso inventário das tentativas de definir o gênero no país para chegar às três atuais: ficção científica como mito (Causo), como gênero pós-modernista (Tavares) e como forma de “sentimento de maravilhoso” (Fernandes).
Próximo da ficção científica, mas igulamente invisível, é a fantasia. Caio Alexandre Bezarias não esquece dela em O gume ignorado das espadas mágicas: uma reflexão sobre significados políticos radicais na literatura de fantasia moderna. O artigo versa sobre possíveis significados políticos radicais expressos em algumas das principais obras de fantasia heróica ou épica publicadas no século XX. Baseado nos princípios da teoria crítica, o autor demonstra que esses textos contêm mais nuances que as críticas convencionais lhes imputam, exigindo serem abordados de maneira mais desprendida e dialética.
Talvez os maiores invisíveis sejam aqueles que consomem as literaturas invisíveis: os fãs de ficção científica, de Paulo Coelho, de fantasia, de seriados de televisão, etc. Mas nem mesmo esses invisíveis se deixam calar: em Os sentidos da TV: sobre a prática textual fannish e a fan fiction, Isabella Santos Mundim analisa a prática textual fannish, o processo em que os fãs se engajam quando assistem ao seriado de TV e lêem/escrevem/desdobram a narrativa veiculada. Teorias sobre a produção de textos e a disseminação de sentidos serão abordadas pela autora para compreender esse fenômeno.Agradecer aos autores, e também aos tradutores – André Soares Vieira (A margem incerta) e Flávio Adriano Nantes Nunes (Da lua ao ciberespaço) –, que contribuíram para a realização deste livro é o mínimo que podemos fazer. Mas se há algum máximo, certamente todos eles concordam que seja a consolidação de estudos voltados para as literaturas invisíveis nas universidades brasileiras. Começamos, então, pelas próximas páginas...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

UMA LITERATURA ÀS AVESSAS: A FICÇÃO CIENTÍFICA E SEUS VALORES


Ontem, dia 30/09, aconteceu mais um evento do NECC que lotou o teatro do CCHS da UFMS. Após a belíssima conferência do prof. Dercir, Rodolfo Londero palestrou sobre a ficção científica. Para quem não pôde estar presente, e para quem esteve, mas deseja estudar mais atentamente, o Rodolfo nos autorizou a postar o texto de sua palestra.
Para acessar o texto, clique aqui.
Valeu, Rodolfo!